Se você fosse um personagem da literatura, quem você seria?

Nos meses de agosto e setembro acontece a Feira do Livro, uma das manifestações culturais mais importantes do Brasil, que tem como principal objetivo fomentar a leitura. A mostra reúne editores e livreiros que expõem e vendem seus livros. Além disso, são realizadas palestras, bate-papos, oficinas, apresentações artísticas e musicais. A Bienal do Livro Rio é o maior evento literário do país, que iniciou no dia 30 de agosto e vai até o próximo dia 10. Para o leitor, essa é a oportunidade de conhecer seus autores favoritos e muitos outros. Para entrar no clima, convidamos cinco leitores a responder a seguinte pergunta: “Se você fosse um personagem da literatura, quem você seria?”. Caso você se identifique com algum protagonista, é mais um motivo para ir até a Feira do Livro de sua cidade. Quem sabe assim possa até adquirir o livro ou pedir emprestado para um amigo.

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Taísi e Lúcia Pevensie

Se pudesse escolher uma personagem para viver, a estudante Taísi Monteiro, 18, optaria por Lúcia Pevensie de “As Crônicas de Nárnia”, um clássico da literatura que marcou a sua infância. A série de sete romances de fantasia foi escrita pelo professor e poeta inglês Clive Staples Lewis, no século XX. Sucesso nas livrarias e nas telonas, a história narra as aventuras de quatro irmãos ingleses (Lúcia, Susana, Edmundo e Pedro) que descobrem uma passagem secreta para outro mundo ao entrarem em um guarda-roupa. A atriz Georgie Henley interpreta a pequena Lúcia (na foto à direita) nos filmes da série.
 

“Lúcia foi quem descobriu Nárnia e mesmo quando seus irmãos não acreditaram naquilo que lhes dizia, ela não desistiu deles e de mostrar-lhes o quanto era incrível a terra que havia encontrado ao passar pelas portas do guarda-roupas. Além disso, essa história marcou minha infância, pois é cheia de criaturas mitológicas em uma terra de fantasia e faz de conta”.
 
Leonardo e Jó

A nossa lista continua com um personagem da Bíblia, considerado o livro mais influente da literatura mundial. Estamos falando de Jó, cujo nome significa “Voltado sempre para Deus”, que remete ao livro mais antigo da Bíblia, isto é, o Livro de Jó do Antigo Testamento. O auxiliar de atendimento Leonardo Mello Lodi, 20, conta que ele era um homem muito rico, tinha uma família, muitos campos e muita fé em Deus. Jó perdeu tudo, menos a sua fé, e foi grandemente recompensado por isso. Veja o que ele disse:

“Este homem foi posto a prova e perdeu tudo o que tinha, família, suas riquezas e até ficou enfermo, mas ainda mantinha sua grande fé em Deus. E depois de tudo isso, foi abençoado imensamente, tudo o que perdeu lhe foi devolvido em dobro. Jó foi um grande homem e exemplo de perseverança e fé, que ainda é citado nos nossos dias”.

Duda e Alice

A obra infantil “As Aventuras de Alice no País das Maravilhas”, que conta a história de uma menina que cai numa toca de coelho e vai parar em um lugar fantástico, encantou a modelo e estudante Eduarda Brendler, 17. Essa é uma das obras mais célebres do gênero literário nonsenseescrita pelo romancista e poeta britânico Lewis Carroll. Duda diz que se inspira em Alice, mas também admira o Chapeleiro Maluco, um dos personagens mais famosos da literatura. O livro ganhou várias adaptações cinematográficas e televisivas. 


“A Alice é meio louquinha e está sempre rodeada de animais. Desde pequena sempre gostei dessa personagem, e do chapeleiro também. Gostaria de viver no País das Maravilhas porque lá é incrível (risos)“.

Myrela e Sherlock Holmes

O investigador Sherlock Holmes foi a escolha da estudante Myrela Rosa, 19, que se inspira no personagem pela exímia habilidade em desvendar crimes aparentemente insolúveis. Criado no final do século XIX pelo médico e escritor britânico Arthur Conan Doyle, Holmes ainda hoje é um dos personagens mais emblemáticos dos romances policiais. A história ganhou várias adaptações para o cinema ao longo dos anos. O ator Basil Rathbone (à direita) deu vida a Sherlock Holmes nas décadas de 30 e 40.
“Acredito que eu seria Sherlock Holmes, pois ele é muito prático e extremamente inteligente. Ele resolve os casos que aparecem de forma muito racional, pensando em todos os detalhes e algumas vezes chega a ser assustador o modo com o qual ele conecta as situações. Gosto muito do relacionamento dele com o Dr. Watson, da amizade forte que existe entre os dois. Mas o que mais me deixa ligada a ele, é o fato de que apesar de Sherlock se mostrar uma pessoa calculista e fria, em alguns momentos, mesmo tentando esconder, podemos ver que ele também possui sentimentos como todo mundo”.

Diego e Orfeu da Conceição

O estagiário de Engenharia de Produção Diego Quadros, 21, acredita que a sua maior inspiração literária seja o personagem Orfeu da Conceição, da peça teatral e livro homônimos de Vinicius de Moraes, um dos maiores poetas brasileiros. Orfeu é um sambista que vive no morro e apaixona-se por Eurídice. Seu romance, no entanto, acaba em tragédia. A peça de Vinicius chegou a ganhar uma adaptação para o cinema, dando origem ao filme Orfeu Negro (1959), do diretor e escritor francês Marcel Camus.


“Orfeu da Conceição tem um final meio trágico pra ele, mas os que são bons na literatura normalmente também têm. Ele era um cara que tinha um talento pra trazer a paz a todos. Orfeu e o violão dele era o que impedia de haver contendas na favela, todos viviam em harmonia por causa da alegria que ele dava as pessoas com a música”.


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Sobre o autor

Gabriel Rodrigues

Gabriel Rodrigues, estudante de Jornalismo, criador de conteúdo, repórter e fotógrafo.

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