Por que sentimos tanta preguiça no domingo?

É domingo. Tem quem resolva se entregar ao sono eterno na cama, tem quem se entrega a gula e aos doces escondidos na geladeira, tem quem não faça nada e tem quem faça tudo ao mesmo tempo, pela metade, mal feito ou de qualquer jeito… Talvez a única companhia necessária em um domingo de chuva é o simples fato de possuir o controle remoto na mão sem ter com quem disputar e um pacote de pipocas na outra. Estar na sua própria companhia sem gostar da ideia de estar sozinho, com suas coisas, seus velhos hábitos e costumes, suas despercebidas manias esquisitas, sem olhos para julgá-los e nenhuma necessidade de se justificar.

MONOTONIA 


Filmes e séries que passam na televisão fazem-nos acreditar no amor perfeito. Não é toda hora que nas ruas de Londres o amor da sua vida entra pela porta do mesmo táxi e primeiro dividem o dinheiro da rodada e depois o mesmo travesseiro. Outra coisa: um pacote de pipoca não custa mais do que três reais, talvez pouca coisa mais do que isso. Já no cinema você não compra sua pipoca por menos de dez reais. Por acaso são pipocas de ouro? Mágicas? Extraterrestres? Ou talvez elas venham através de um teletransporte onde pousam em suas mãos? Porque só assim eu entenderia. É preferível se contentar com a programação que está passando pela milésima no mesmo canal. Não é à toa que domingo rima com dormindo.


É só mais um domingo. 

Agora penso, pra que compartilhar? 
 
Não quero mais.

Sobre o autor

Gabriel Rodrigues

Gabriel Rodrigues, estudante de Jornalismo, criador de conteúdo, repórter e fotógrafo.

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