No que ficar de olho na política brasileira em tweets

Após a eleição presidencial, temas ligados à segurança, educação e saúde estão em debate

Seguindo a tendência dos políticos que fazem do Twitter seu canal de “comunicação oficial”, separamos uma série de tópicos no formato de tweets com comentários e revisões críticas sobre as medidas políticas já implementadas, além de projetos de lei que estão em andamento no Brasil. Para um debate profícuo, democrático e justo, respeite o direito à liberdade de expressão. Assista a um vídeo publicado pelo portal de jornalismo independente Mídia Ninja e acompanhe a lista, na sequência:


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Ministério da Educação ignora a agenda da não-violência contra mulheres, diversidade étnica, social e cultural dos novos livros didáticos em edital publicado. Libera anúncios publicitários, erros de revisão e sem comprovação científica e referencial bibliográfico. Após, a equipe de Jair Bolsonaro (PSL) recua na decisão.

. Após críticas entre militares, Bolsonaro, conhecido pela retórica nacionalista, recua e desiste da ideia de instalar uma base americana no Brasil. O mesmo seguiu com a suspensão da reforma agrária. A medida comprometeria a demarcação e regularização de terras indígenas e áreas remanescentes de quilombos.

. Segundo o Datafolha, 61% dos brasileiros defendem que posse de armas seja proibido. Presidente quer impor a flexibilização por meio de um decreto. Na democracia, o povo é soberano.

Com aumento de suicídios, o número de mortes nos EUA é o maior em 20 anos. No Brasil, sete em cada 10 mortes com arma de fogo são homicídios. Brasil é o país que, em números absolutos, mais mata no mundo, segundo dados da Pesquisa Global de Mortalidade por Armas de Fogo (Global Mortality from firearms, 1990 – 2016). 1% de armas de fogo eleva em até 2% a taxa de homicídio, conforme Ilona Szabó, diretora do Instituto Igarapé.

Diante disso, já apareceram até padres pró-Bolsonaro defendendo uso de armas e criticando “complexo de culpa” e “ideologia pacifista”, em um vídeo compartilhado pelo presidente no Twitter. Ações violentas, incitação de ódio e intolerância, veementemente reprovados por Cristo, são justificados como um fundamentalismo ideológico-religioso. A religiosidade, nessa circunstância, é usada como um marketing de promoção política, como alegam teólogos e pesquisadores. Tolerância, respeito e diálogo. Esta é a doutrina da Igreja.

Papa Francisco já utilizou a sua conta no Twitter para pedir a proibição das armas para que o mundo não conviva “com medo da guerra”. “Além disso, o Estado é laico. O melhor governante não é necessariamente religioso”, disse o presidente da Associação Brasileira de Pesquisa Bíblica, padre Telmo José Amaral de Figueiredo, ao portal O Globo.

. 1,4 mil vagas não foram preenchidas por médicos brasileiros e cidades sofrem com a falta de atendimento. Médica que hostilizou os cubanos tenta segurá-los no país chamando-os de “colegas” e “irmãos”, e estão aceitando até médicos de outros países sem revalida.

. Para quem dizia “acabou a mamata”: cabos eleitorais, ativistas pró, ex-assessor fantasma e servidor exonerado por fake news assumem cargos públicos de alto escalão, nomeação de ministros suspeitos ou indiciados por corrupção, filho do vice que é promovido a cargo público após 18 anos, amigo do presidente indicado a gerência de estatal, amiga da primeira-dama ganha cargo, apoio à reeleição de Rodrigo Maia (alvo de inquéritos no Supremo Tribunal Federal) na presidência da Câmara, etc. Sobre a nomeação do amigo, Bolsonaro postou no Twitter que “era do indicado sem capacitação técnica acabou”, mas depois apagou esse trecho do post, conforme noticiou o jornal O Globo.

. Países desenvolvidos: sustentabilidade; descriminalização do aborto (método seguro para casos necessários, diminuição do aborto e da mortalidade) e das drogas (dar poder regulador e fiscalizador ao Estado, diminuição do consumo, da violência, criminalidade e da mortalidade, investir em saúde pública); combater desigualdades. Brasil da “nova era”: perseguir índios, professores, jornalistas, grupos minoritários e movimentos sociais; armar a população (mais mortos, terceirização da segurança); desmatar; combater inimigos imaginários: socialismo, comunismo, “ideologias doutrinadoras”. E a corrupção?!

. O discurso de ódio contra os marginalizados, aliado a políticas que enfraquecem a atuação do poder público, certamente está relacionado com os episódios de violência contra a população indígena desde o ano passado. No Mato Grosso do Sul, 19 índios ficaram feridos em quatro ataques de homens armados; em Santa Catarina, uma importante liderança indígena foi espancada até a morte na primeira semana de 2019. Segundo o Cimi (Conselho Indigenista Missionário), 110 indígenas foram vítimas de homicídio em 2017, de acordo com o relatório Violência contra os Povos Indígenas no Brasil. O governo federal tem obrigação de obedecer a Constituição, proteger essas populações e coibir a violência. Via: Eduardo Suplicy.

. Brasil está fora do pacto de imigração da ONU. Os ditos “cristãos” no poder erguem muros para os nossos irmãos, justo após o elogio do acordo e o alerta sobre o nacionalismo pelo Papa. Nosso país tem mais brasileiros morando fora do que imigrantes. Quais serão as consequências?

. Após acusações de Bolsonaro (multado por pesca irregular e apoiado pela bancada ruralista) e Ricardo Salles (ministro condenado por improbidade administrativa e apoiado por ruralistas), presidenta do Ibama pede exoneração do cargo: “Sem fundamento”, “desconhecimento da magnitude do órgão e de suas funções”. Na sequência Ibama anula multa ambiental contra Bolsonaro. Salve-se, natureza.

. Apesar das promessas de Bolsonaro a grupos evangélicos e ao governo israelense de transferir a embaixada brasileira no país de Tel Aviv para Jerusalém, a viabilidade da medida é vista com ressalvas dentro do Palácio do Planalto. Analistas internacionais acreditam que a transferência da embaixada pode levar a retaliações comerciais de países arábes contra o Brasil e criará risco de ataques extremistas às embaixadas brasileiras no exterior. Via: BBC Brasil.

. Após o apresentador Fausto Silva ter discursado sobre “imbecis que chegam ao poder” no programa Domingão do Faustão (Rede Globo), Carlos Bolsonaro diz que as pessoas “deverão se acostumar” (lê-se informar) com as redes sociais para evitar distorções e manipulação. Importante ressaltar que os meios convencionais são fontes confiáveis de informação, enquanto o incentivo à busca de conteúdo na internet em meios não-seguros aumenta a probabilidade do consumo de notícias falsas e/ou manipuladas por terceiros.

. Sobre a declaração “A imprensa livre e isenta é fundamental para a nossa democracia”, dada por Bolsonaro: imprensa livre e isenta bloqueando jornalistas? Incentivando ataques de ódio? Retuitando conteúdo de contas fake? Confiscando água e frutas nas coberturas? Você quer a imprensa livre, mas só se for para falar bem, caso contrário são tratados como ‘bandidos’. Isso não é democrático”. Via: Luiz Guilherme Prado.

. Nos EUA não há sistema de saúde pública, assim, Barack Obama (Partido Democrata) lançou o Obamacare, lei de expansão que visa beneficiar os mais pobres. Donald Trump (Partido Republicano) retirou. No Brasil, Bolsonaro não pretende aumentar os recursos para o SUS. Ele considera excessivos os atuais gastos com saúde. Sobreviveria o SUS?

. Além de instruir o básico (português e matemática), é dever da educação formar seres pensantes, críticos e políticos, sobretudo humanos, em tempos de ódio. A ignorância aprisiona, mas a educação liberta. Essa é a síntese do rompimento de muros e da construção de pontes.

. O Coaf, conselho de controle de atividades financeiras que denunciou Queiroz (motorista e suposto laranja da família) & Cia – alvo de críticas e censura de Bolsonaro -, agora está sob a responsabilidade do governo. Para o advogado Carlos Cleto, o decreto suprime atribuições do Coaf, uma vez que o órgão “é privado de sua própria razão de existir”, descrevendo-o como “um cão sem dentes”. Internautas questionam se as denúncias serão feitas majoritariamente contra a oposição, como uma manobra de perseguição política.

. A metodologia de Karl Marx é atacada por este novo governo, pois além da ideologia distinta, o filósofo – conhecido por uma parcela dos estudantes no ensino médio – conceitua a luta de classes (conflitos entre classes sociais) e a consciência de classe. Oras, porque elucidar isso aos pobres?

. Ministério da Educação estuda estipular critérios ideológicos para concessão e retirada de bolsas de ensino no exterior. Tudo indica que, se você concordar que a Terra é plana e não gira ao redor do Sol, entre outras sandices, estará apto a tal. Pelo fim da “doutrinação”.

. O Enem, porta de entrada dos menos favorecidos socioeconomicamente ao ensino superior através da política de bolsas (ameaçada de extinção), será comandado por um egresso de Olavo de Carvalho que classifica professores como “desqualificados e manipuladores”. Que tempos!

. Do viés político, o Brasil vive a era do anti-intelectualismo. O desprezo pelos intelectuais e pela formação acadêmica reflete na desvalorização profissional, diante de uma crise econômica: “O brasileiro tem ‘tara’ por ensino superior”, “faça um técnico”, dizia o presidente.

. O método pedagógico de Paulo Freire foi proibido pela ditadura no Brasil, substituído pelo tecnicismo, criando uma massa trabalhadora sem criticidade. Quanto menor o nível de educação, maior a manipulação. Já dizia Jô Soares: “O maior inimigo de um governo é um povo culto”.

. Paulo Freire, considerado um dos maiores pedagogos da história da humanidade, influente na educação em países como Suécia, é atacado novamente – como ocorreu na ditadura. Hoje, sob a tutela de Olavo de Carvalho, astrólogo e filósofo sem formação superior.

. Investimento no ensino à distância e pago, corte de verba do sistema S e de bolsas, revisão do Enem e da linha educacional, Escola Sem Partido e ministro que ovaciona o golpe de 64. Opositores apontam que as medidas favorecem a precarização da educação pública, da censura e do aumento da desigualdade.

. Direitismo segue o projeto da burguesia interna sob o comando do imperialismo estadunidense: superexploração trabalhista, privatização de bens públicos e naturais, destruir direitos sociais, despedaçar a soberania nacional e aprofundar a dependência e subdesenvolvimento. Via: Mídia Ninja.

. Você já parou para pensar que a adoção do programa Escola Sem Partido e o conceito de “doutrinação” visam a despolitização do ensino, mas também são de cunho político? Uma manobra para limitar o senso crítico do aluno e imbuir pautas políticas e ideológicas do governo em questão. Filmar os professores em sala de aula? Isso só demonstra o desdém político à classe responsável por, a duras penas, alavancar o nível de ensino no Brasil. Doutrinação ou reflexão crítica?

. Você argumenta civilizadamente, traz inúmeros dados, pesquisas e estudos, expõe o que o mundo está alertando, fala de história e sociologia, mas não adianta. Quem está certo é o WhatsApp.

. Política, idolatria, autoritarismo, religião e ódio. Essas palavras, juntas, nunca formaram uma boa frase na história. É assustador se deparar com uma enxurrada de notícias de violência/ mortes legitimadas por ideologias políticas pífias. Cidadãos e autoridades apoiando e praticando ações extremistas e criminosas. Como diria Anne Frank: “Apesar de tudo, eu ainda creio na bondade humana”.

. A exemplo do governo fascista italiano, as fake news imperam nas redes sociais e até nos jornais (propositalmente?) nesse cenário político. Comparativos de Brasil x Venezuela, “kit gay”, candidato A é corrupto e B é “ficha limpa” (mesmo não sendo verídico). Mentiras soltas ao vento para manipular o povo.

. O nordeste garante o segundo turno nas eleições e sofre ataques de parte da população (privilegiada) que fomenta a segregação social e infringe a democracia. Em Berlim (Alemanha), eixo do nazifascismo, candidato direitista é reprovado nas urnas. Consciência de classe e história.

. Hoje tudo virou motivo de “doutrinação”. O professor expõe a sua opinião em paralelo ao conteúdo: é “doutrinador”. O Enem emerge pautas atuais e relevantes (sim, faz parte da construção social) como direitos humanos, assédio, feminicídio, feminismo, racismo e: claro, “doutrinação”. O que fazem outras instituições?

. A transformação política exige de militantes e defensores sociais uma postura propositiva, de modo a criar uma nova hegemonia e organizar uma forte resistência em defesa dos explorados e oprimidos. Desviando-se da cortina de fumaça (fenômeno empregado para despistar ou encobrir a visão da massa, cujo objetivo é desviar a atenção dos problemas reais) do bolsonarismo para manter o foco principal. Via: Mídia Ninja.

. Uma sociedade racista, machista, homofóbica, patriarcal e elitista teme perder seus privilégios e por isso o discurso conservador, que promete manter o status quo dessas estruturas e se vê representada por medidas que silenciam minorias, de modo a regredir em conquistas sociais.

. A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, advogada e pastora evangélica Damares Alves é defensora do projeto de lei conhecido popularmente como “Bolsa Estupro” para mulher que desistir de abortar após violência sexual. Isso no país em que crianças são maiores vítimas de estupro (50,9%), segundo o Atlas da Violência de 2018, onde ocorrem 12 assassinatos de mulheres e 135 estupros por dia.

. No país onde mais se assassina LGBTs no mundo, governo Bolsonaro exonera diretora do departamento de HIV/AIDS do Ministério da Saúde. Ministro Luiz Henrique Mandetta disse ser necessária a adoção de estratégias que não “ofendessem as famílias”. Com amplo apoio de organizações não governamentais, a permanência da médica sanitarista Adele Benzaken era considerada como uma garantia da manutenção de ações modernas de prevenção, de combate ao preconceito e de promoção dos direitos humanos. Na última semana, o Ministério da Saúde já havia retirado do ar cartilha voltada para saúde do homem transsexuais. ONGs reagem e Procuradoria requisitou argumentos técnicos. Governo atribui retirada à necessidade de revisão e diz que decisão ocorreu em dezembro. Via: Revista Fórum, Estadão e Folha de São Paulo.

. Damares, deverá dar mais liberdade às igrejas para converter índios. Consequências: esse ato vai totalmente contra o que o Estado Laico prevê e prega a soberania do cristianismo sobre outras religiões e sobre a própria cultura indígena. Um verdadeiro retorno a 1500, não somos mais portugueses catequizadores. Via: Otavio Ornelas.

. Em vídeo, Damares fala sobre o começo de uma “nova era”, na qual “meninos vestem azul e meninas vestem rosa”. Impor cor para identificar o gênero. Essa é a “ideologia de gênero”. O demais é conceito científico de gênero, que visa estabelecer leis afirmativas, combater desigualdades, violência, etc. Enquanto religiosos dividem e discriminam, Cristo une no amor.

. Populismo não é atestado de competência. Religiosidade não é atestado de caráter.

. “Deixamos a teoria da evolução entrar nas escolas”, disse Damares, afirmando que a igreja evangélica perdeu espaço nas escolas para a ciência em entrevista de 2013 (conforme publicou o jornal O Globo). Em democracias liberais do Ocidente, como EUA, França, Reino Unido, Canadá e Alemanha, a teoria da evolução é ensinada nas escolas. Mesmo em regimes ditatoriais, como a China, também é ensinada. Restrições são mais comuns em nações como a Arábia Saudita. Via: Guga Chacra.

. Após o fim do Ministério do Trabalho, proposição da mudança gradativa na idade mínima para aposentadoria, vem aí mais um “avanço” trabalhista: o possível fim da Justiça do Trabalho. Os empresários envolvidos no suposto esquema de caixa 2, não investigado até hoje, recebem as suas recompensas. Juristas repudiam a ideia. A Associação dos Advogados de São Paulo (AASP), que reúne 80 mil profissionais do Direito, afirma que a extinção da Justiça do Trabalho viola dignidade. Países como a Alemanha, a Bélgica e Dinamarca contam com sistema parecido com o nosso.

. De acordo com a equipe de Bolsonaro, que define as prioridades econômicas, o modelo de aposentadoria no país vai deixar de ser de repartição simples para virar um sistema de capitalização. Um modelo que já fracassou completamente no Chile e na Argentina. Via: Margarida Salomão.

. Através de um processo intitulado “despetização” comandado pelo ministro Onyx Lorenzoni, o governo federal demitiu todos os funcionários comissionados vinculados à Casa Civil “que possuem marca ideológica clara”. A “despetização” travou exonerações na Casa Civil. Com a falta de funcionários para demitir e contratar, demitidos são renomeados para resolver o problema.

Servidores comissionados com posts escritos “Marielle vive” (em alusão a vereadora Marielle Franco, assassinada no Rio de Janeiro em março de 2018) nas redes sociais serão demitidos. Além de ideologia distinta, presidente apoia milícias no Rio de Janeiro; vereador investigado por envolvimento na morte tem relação com a família. Milícia e vereador acusados. Ele, ainda enquanto deputado, decide manter silêncio. 301 dias sem respostas.

Funcionários que tiverem postado trechos como “Ele não”, “Fora, Temer” e “Foi golpe” também serão sumariamente demitidos.

Braço direito de Bolsonaro e autodeclarado “combatente da corrupção”, Onyx respondia a um inquérito por prática de caixa dois na campanha eleitoral de 2006, arquivado pelo STF, tendo admitido o recebimento de caixa 2 da empresa JBS para campanha em 2014.

. Bolsonaro segue os passos de Trump ao hostilizar e dificultar o trabalho da imprensa. Tudo o que Trump conseguiu foi fortalecer a imprensa americana. Jornais como New York Times e Washington Post cresceram muito em número de leitores, que entenderam que a estratégia de Trump só beneficiava ele mesmo. Via: Mariliz Pereira Jorge.

. Seguindo a lógica do absurdo, o presidente incluiu no seu primeiro pacote de retrocessos a transferência do Serviço Florestal Brasileiro também para o Ministério da Agricultura. O significado é claro: deslocar para perder efetividade na prática, ou seja, acabar com a instituição. Via: Marina Silva.

. Bolsonaro cancela a Conferência do Clima no Brasil (COP25) em 2019. Consequências: o acordo é assinado por 195 países com o objetivo de reduzir o aquecimento global. No entendimento dele, o Brasil teria de abrir mão de 136 milhões de hectares na Amazônia e isso afetaria a soberania nacional. Via: Otavio Ornelas.

. O ministro de Relações Exteriores Ernesto Araújo, indicado por Olavo de Carvalho e admirador de Trump, diz que “aquecimento global é trama marxista”. Em seu blog, defende que a “causa ambiental” foi criada por conservadores, mas capturada pela esquerda, que a “perverteu” – o “climatismo”. Segundo ele, o aquecimento global é uma farsa criada pelas grandes economias do mundo para manter os países em desenvolvimento (ou os pobres do mundo todo) sobre seu controle e sempre justificar a venda de novos produtos. Assim como Bolsonaro, Araújo crê que o mundo precisa se “libertar da ideologia”. “Quero ajudar o Brasil e o mundo a se libertarem da ideologia globalista”, fala Araújo, que acusa o Partido dos Trabalhadores (PT) de dizer que “todo o bebê representa um risco ao planeta e ao aumento das emissões de carbono” e por criminalizar a carne vermelha, o petróleo, ar-condicionado e filmes da Disney.

. Governo anuncia diminuição da alíquota de imposto de renda de 27,5% para 25% e aumentar IOF a partir de 2020. Consequências: Para os mais pobres? Não muito, pois a redução é apenas pra quem recebe salários mais altos. Já o aumento do IOF vale pra toda a população que deseja adquirir credito. Mais tarde, o governo desautorizou Bolsonaro e Onyx disse que o presidente se equivocou, não haverá aumento do IOF e nem redução do IR. Via: Otavio Ornelas.

. Flexibilização do uso de agrotóxicos, ruralista que cuida da demarcação de terras e licença ambiental, ruralistas que vão emitir a própria licença ambiental, perdão da dívida de 17 bilhões do agronegócio e terceirização da inspeção de frigoríficos. Este era o progresso?

. A cobertura jornalística da posse presidencial é constitucional. Logo, o impedimento ou restrição fere a Constituição, a democracia e a liberdade de imprensa. Além de não permitir a circulação de jornalistas na Esplanada pela primeira vez na história do Brasil, profissionais relatam ter permanecido horas sem direito a água, tiveram alimentos confiscados, em situação de cárcere privado e sob o alerta de ser abatido por um sniper.

. Diante das condições de trabalho impostas e do tratamento dirigido, correspondentes estrangeiros abandonam a cobertura da cerimônia de posse. Segundo os relatos, jornalistas foram selecionados pela equipe do presidente para participar de áreas restritas e com privilégios em relação a outros. Em um país onde o diploma não é obrigatório, segue a lógica do “jornalista bom é amigo”. Constrói-se um império de publicitários.

. Escalar jornalistas chapa branca (profissionais ou não patrocinados e manipulados pelo governo) que fazem uma oposição branda, ou quase inexistente, com entrevistas pré-programadas e coberturas favoráveis, é uma forma do governo manipular a informação, ou seja, o povo.

. Há muitos críticos do atual jornalismo – e alguns, com razão -, mas se com é ruim, sem é pior. Imagine viver em um país onde a informação pública é restrita, censurada e manipulada pelo governo? É o que acontece em países em regime ditatorial. Quem desdenha, não entendeu que é o principal afetado.

A teoria da Agulha Hipodérmica mostra como o conteúdo é introjetado sem nenhum tipo de barreira ou obstáculo no cérebro dos receptores. O povo segue massa de manobra e aplaude o próprio infortúnio. O jornalismo investigativo é uma forte “arma” social. Esse é um dos “portes” não aceitos, restringidos e depreciados por políticos comprometidos e eleitores idólatras. “Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”. Quem poderia dizer o contrário?

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Sobre o autor

Gabriel Rodrigues

Gabriel Rodrigues, estudante de Jornalismo, criador de conteúdo, repórter e fotógrafo.

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