Carta aberta ao fascismo político

Discurso de ódio permeia campanhas presidenciais no Brasil

O melhor candidato político não é aquele que se firma sobre frases de efeito, mas que apresenta propostas plausíveis e meios de cumpri-las. Que aponta soluções e não problemas. Não é aquele que promove a divisão, mas que acolhe e dá voz às minorias. Eleger à presidência um cidadão simpatizante a ditadura é um atentado à democracia. Que reverbera um discurso fascista, de ódio, intolerância e violência disfarçado como política.

É preocupante como o discurso fascista se espalha pelo mundo com o consentimento de parte da população. Fale-se em ditadura, tortura e discriminação, enquanto o mundo carece de paz, amor, respeito, união e igualdade. No passado, a Alemanha vivia uma de suas piores crises econômicas e políticas já vistas, eis que surge em cena um “herói”, aka Hitler. O discurso de ódio, a violência e a naturalização da barbárie foram os seus principais aliados. Não deixe que a história se repita.

Manifestação anti-fascista na Itália, depois da Segunda Guerra Mundial. Foto: Reprodução/ Divulgação

Precisamos de investimento em segurança, saúde e educação de qualidade, de políticas públicas que garantam o que a Constituição já prevê: a dignidade da pessoa humana; a construção de uma sociedade livre, justa e solidária; a erradicação da pobreza e da marginalização e a redução das desigualdades sociais e regionais; a promoção do bem de todos […] sem quaisquer formas de discriminação; a solução pacífica dos conflitos; o repúdio ao terrorismo e ao racismo.

As minorias não devem se curvar às maiorias. Deus não tem lado político, o que por sinal, só provoca a divisão. O princípio D’Ele é amor e união entre todos, não ódio e segregação. O contrário disso é, no mínimo, hipocrisia. Já dizia o filósofo e teórico político Jean-Jacques Rousseau: “O que é mau na moral, mau é também na política”. Desperte a consciência de classe, pense coletivo, vote consciente. Sim à democracia, não ao fascismo.

ADENDO: está fixado no Museu Memorial do Holocausto, em Washington (EUA), uma placa que alerta sobre os perigos do fascismo e como identificar seus primeiros sinais:

– Empoderamento nacionalista contínuo.
– Desdém por direitos humanos.
– Identificação do inimigo como causa unificadora.
– Supremacia militar.
– Sexismo desenfreado.
– Controles de mídias de massa.
– Obsessão com segurança nacional.
– Governo e religião interligados.
– Poder/direitos corporativistas protegidos.
– Poder/direitos trabalhistas suprimidos.
– Desdém pelos intelectuais e pelas artes.
– Obsessão por crime e punição.
– Corrupção e nepotismo desenfreado.
– Eleições fraudulentas.

Placa no Museu do Holocausto alerta sobre os sinais do fascismo. Crédito da foto: Reprodução/ Divulgação


E MAIS

Dicas de leitura: “O ódio como política: a reinvenção da direita no Brasil” (foto de capa deste post), por Esther Solano, e “O ódio à democracia”, de Jacques Rancière.

Sobre o autor

Gabriel Rodrigues

Gabriel Rodrigues, estudante de Jornalismo, criador de conteúdo, repórter e fotógrafo.

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